Nikolai Gógol

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Nikolai Gógol

Nikolai Gógol nasceu no dia 20 de Março de 1809, na província de Poltava, na Ucrânia, no seio de uma família de médios proprietários rurais. Cresceu num ambiente rural, muito influenciado por tradições cossacas. Na escola destacou-se pela sua ironia, pelas caricaturas no teatro e pelas suas contribuições em prosa e em verso para uma revista.
Em 1828 parte para S. Petersburgo.
Depois de uma curta viagem pela Alemanha, Gógol regressa a S. Petersburgo e emprega-se como funcionário público. Começara a escrever narrativas para alguns jornais inspirando-se no folclore ucraniano. Foi assim que surgiram 8 narrativas que deram origem a dois volumes publicados em 1831-32 (Noites na Granja ao pé de Dikanka), responsáveis pelo sucesso repentino do escritor.
Entre os seus admiradores e amigos contavam-se o poeta Aleksander Púshkin e o escritor Sergey Asakov.
Desistindo da carreira burocrática, Gógol torna-se professor de História num internato de raparigas e, mais tarde, dá aulas na Universidade de São Petersburgo.
A actividade literária do escritor intensifica-se, surgindo livros como O Retrato, Diário de um Louco e O Nariz em 1835. A comédia O Inspector foi encenada pela primeira vez em 1836, a pedido especial do Czar, mas a sátira à corrupção burocrática levantou as vozes da imprensa reaccionária e dos burocratas, levando Gógol a viajar durante 4 anos. Aliás, grande parte do resto da sua vida é passado em viagens pelo estrangeiro e pela Rússia.
Com Almas Mortas, Gógol pretendia escrever uma epopeia da Rússia, à semelhança de A Divina Comédia. Contudo, sempre insatisfeito com o seu trabalho, reescreveu esta obra até à exaustão, só publicando o primeiro de três volumes (1842) e demorando dez anos a escrever apenas quatro capítulos do segundo tomo.
Frustrado e convencido de que Deus lhe retirara a veia criativa e artística, Gógol instala-se em Moscovo. Já nesta cidade, o escritor pede a um criado que queime o manuscrito completo do segundo volume da sua grande epopeia.
Nikolai Gógol foi consagrado ainda em vida como um dos mais importantes escritores da literatura russa. Os seus contos do fantástico-real (ou real-fantástico?), integrando o humor e a sátira inconfundíveis, tiveram grande influência no ulterior desenvolvimento da prosa literária russa e, também, no de todas as literaturas ocidentais. A modernidade das propostas de Gógol continua mais viva do que nunca.
No dia 4 de Março de 1852, quase com 43 anos morreu em Moscovo num estado de semi-loucura, sofrendo de um misticismo exagerado, reza e jejua de tal forma que acaba por entrar em lenta agonia, num estado de ascese e grande sofrimento.

Obras:

  • Os Serões na Herdade perto de Dikanka (1831)
  • O Retrato (1835)
  • Tarass Bulba (1835)
  • O Diário de um Louco (1835)
  • Arabescos (1835)
  • O Nariz (1836)
  • O Revisor (O Inspector Geral) (1836)
  • O Capote (1843)
  • Uma Terrível Vingança
  • Mírgorod
  • Almas Mortas (1843)
  • Trechos da Correspondência com os Amigos (1847)
  • Vij
  • A Magia das Máscaras