An Na

Obras publicadas pela MHIJ:

An Na

An Na nasceu na Coreia e cresceu em San Diego, na Califórnia.
Formou-se no Amherts College e obteve o Mestrado na Norwich University.
É professora de Inglês e História e vive em Vermont, onde continua a escrever.

“A Um Passo do Céu” é o seu primeiro romance e surgiu da necessidade de expressar alguns dos percursos e frustrações sentidas como imigrante que cresceu na América. Muitos perguntam se o romance é autobiográfico e responde sempre que sim e não. “Como toda a escrita, o romance descreve emoções passadas, mas a história não é a minha. O que a protagonista e eu partilhamos são alguns dos sentimentos de ansiedade, alegria e vergonha que vem com a tentativa de negociar uma cultura estrangeira.

Sobre o nome da autora

No Ocidente o nome é seguido pelos apelidos. Na Coreia, a inversa é verdadeira. O apelido, está sempre antes do nome. Frequentemente, o nome consiste em duas sílabas, como no caso de Sung Ho. O conceito de apelido do meio não existe, a dupla sílaba mantém-se como nome completo. Por exemplo, numa apresentação formal ou em forma escrita, um nome Coreano seria apresentado na seguinte forma: Kim Sung Ho, sendo o apelido Kim e o nome Sung Ho.
No caso da autora, o pai acreditava que os americanos teriam tendência a pronunciar uma só sílaba – Na. Ainda, ao contrário de outros Coreanos, que são simplesmente chamados pelo primeiro nome em casa ou com amigos, os pais da autora usaram sempre o apelido – An (que se pronuncia Ahn or On) com o nome – Na. “An Na”.

Porquê? Na Coreia, as mulheres não perdem, por tradição, o seu apelido depois de casarem. Na América, é prática comum. Como forma de preservação da sua herança Coreana, os pais usaram o nome completo – An Na – como primeiro nome de dupla-sílaba. Assim, quando ela casasse, poderia sempre manter o seu apelido como se fosse o nome próprio, Americanizado “Anna”.

Tudo isto fez sentido? E pensaram que o nome dela era simplesmente uma palindrome.