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O Principezinho – 1943, foi o romance de maior sucesso de Saint-Exupéry. É uma obra apenas aparentemente simples.
O narrador é um piloto, com um avião avariado no deserto do Sahara, que tenta reparar os danos no aparelho. É interrompido pela aparição do Principezinho, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante uma autoridade tão misteriosa, o piloto não se atreveu a desobedecer, pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho lhe pediu. E assim tem início um diálogo.
O Principezinho vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa, que tinha três vulcões, dois activos e um extinto e ainda uma flor com tanta beleza como orgulho. Conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geómetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros.
Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida. É uma obra que ensina como nos equivocamos na avaliação de coisas e pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão e que nos mostra que, quando nos entregamos às preocupações diárias, nos tornamos adultos depressa esquecemos a criança que fomos.
Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, e ainda hoje pode ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.